segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Viagem sem fim

Edvard Munch - Alameda com flocos de neve (1906)

Quando o caminho se torna gélido, quando a paisagem escreve no coração do homem  a palavra solidão, quando tudo parece indicar o conforto do lar, é nessas horas tormentosas que o viandante deve tornar mais firme a sua decisão de prosseguir no caminho. O frio, a neve, o anseio do calor são ainda ilusões, armadilhas que se abrem na viagem. Aquilo que o espera está para além das estações, está para além do temor e do desejo do homem. Há que continuar e isso é o essencial. A viagem não tem fim.

2 comentários:

  1. Caminhar pelo prazer de caminhar, tendo como objectivo o próprio caminhar.

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    1. De certa maneira é isso, o prazer da própria viagem, mesmo que ela seja árdua.

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