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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

O combate decisivo

Arshile Gorky - Combate enigmático (1937)

O maior, mais decisivo e enigmático dos combates não é aquele que opõe os homens entre si ou o que os opõe à natureza. Esses combates por duros e mortais que sejam são superficiais, não porque não sejam dolorosos mas porque resultam de uma visão superficial da vida. O verdadeiro combate é aquele que opõe o espírito a si mesmo, essa noite escura onde se confronta com a ilusão que nasce do desejo, que nasce do seu próprio desejo de verdade e de clarividência.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Combate enigmático

Arshile Gorky - Combate enigmático (1937)

A viagem espiritual nada tem de diversão turística. Na verdade, ela não passa de um combate, do mais enigmático dos combates. O viandante luta consigo próprio, com a sombra que nasce do seu desejo de ser alguém, de possuir uma identidade, com a aspiração humana ao reconhecimento. Luta, na verdade, contra uma quimera. Uma quimera, contudo, não deixa de ser um rude e inultrapassável inimigo enquanto não for reconhecido como aquilo que é, uma quimera.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Combate enigmático

Arshile Gorky - Combate enigmático (1937)

A vida, segundo a longa experiência do senso comum, é uma luta sem fim. As tradições religiosas vêem-na, muitas vezes, como milícia. O mundo dos homens não deixa de ser um palco permanente de conflitos. Luta, milícia, conflito, toda essa experiência fala-nos do combate, mas de um combate enigmático. Mesmo quando lutamos contra a natureza, mesmo quando conflituamos com o próximo, é ainda esse combate decisivo e misterioso que travamos, o combate contra nós mesmos. É ele que se manifesta em todos os outros, que os anima e os faz brilhar. É esse combate que queremos ocultar de nós, alienando-nos nas guerras do mundo. É esse combate, porém, que contém o enigma que somos.

terça-feira, 23 de abril de 2013

O combate enigmático

Arshile Gorky - Combate enigmático (1937)

Não há combate mais enigmático do que aquele que alguém trava consigo mesmo. Não quer ele melhorar e ultrapassar-se, ser outro e ter novas virtudes e reconhecidos méritos? Onde reside o enigma? Assim pergunta a pessoa sensata, tão habituada a reduzir tudo à dimensão da sua sensatez. Mas o enigma não se oferece aos que persistem na sensatez. Aquele que combate o enigmático combate consigo mesmo está preso numa névoa obscura, a névoa da sensatez. É dela que ele se afasta combatendo, mas não sabe ainda que o enigma do combate reside na sua inutilidade. Se o véu, um dia e inesperadamente, se rasgar, descobrirá que não lhe resta aceitar-se naquilo que é. Nessa hora, a insensatez triunfou e ele está pronto para o caminho da sabedoria.