domingo, 5 de abril de 2015
Da imperfeição do amor
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
A música
terça-feira, 4 de março de 2014
Para além do homem
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Olhar o mar
sexta-feira, 8 de março de 2013
Um novo acto sacrificial
sábado, 8 de dezembro de 2012
O bezerro de ouro
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Do céu, da terra e do homem
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Desinventar a linguagem
domingo, 16 de outubro de 2011
O templo vazio
sábado, 1 de janeiro de 2011
Deus
terça-feira, 22 de junho de 2010
Sobre a morte de José Saramago
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Ser e querer
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Não chamo por Ti
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Um espaço vazio
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Sou uma palavra dita
Sou uma palavra dita por Deus, diz Thomas Merton, depois acrescenta: Poderá Deus dizer uma palavra sem sentido? Não, Deus não diz palavras insignificantes, mas para muitos, como para mim, é obscura a palavra proferida. O que significa a palavra que eu sou e que me constitui? Se me debruço sobre a minha vida nada de sólido encontro e nada me permite desocultar o mistério dessa palavra. Há desejos em mim, sempre os houve, mas esses desejos nunca se apresentaram com força e coerência suficientes para moverem a minha vontade a realizá-los. Quem nunca desejou a glória do poder ou a do fazer? No entanto, esses pequenos desejos, pequenos porque não se constituíram como móbiles poderosos, nunca me moveram para uma acção determinada e consequente. Talvez não fossem a interpretação da palavra divina que me fez ser. Assim perdido, incapaz de compreender o significado profundo, me fui retirando de tudo o que é específico da realização do desejo e da ambição do homem. Resta-me apenas aquilo que a necessidade me impõe. Mas a palavra, aquela que me constitui no mais fundo de mim, continua, para a minha consciência, sem significado. Será a palavra de Deus que me fez vir à existência a palavra da minha insignificância, do meu sem sentido?
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