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| Bernardo Marques, Primavera |
Está próximo o fim de todas as coisas,
da rosa que é, da treva que não é,
do ardor que se aproxima, da luz que vai.
Peso as palavras na balança da memória,
teço um clarão sobre o que se avizinha.
A Terra é um pássaro sonolento e rodopia,
esquecida na poeira da Primavera,
na cintilação do hóspede perdido na noite.
Maio de 2026







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