sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Olhar o mar

Georges Lemmen - Beach at Heist (1881-82)

Nestes dias de Agosto sento-me virado para o mar e deixo que as cores cheguem até mim. No oceano encontro todo o mistério do ser, a sua profundidade, o perigo que há nele, a bênção para quem o sabe navegar. Nessas horas, é impossível não crer em Deus, é impossível não ver no barco que passa ao longe um sinal que o Altíssimo envia aos pobres homens perdidos sobre a Terra.

3 comentários:

  1. O fogo, o ar, a terra e o mar, são os quatro elementos que os Homem não se cansa de admirar. E admira-os, precisamente porque cada um deles, representa uma parte daquilo que o constitui. Ao admira-los, o Homem admira-se, reflecte acerca de si mesmo e daquilo que o transcende e que o torna uma ser universal.
    Acho...

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    1. Descobre a sua infinita finitude e a sua finita infinitude.

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  2. É essa permanente ânsia de descobrir, esse frémito de ir confirmar se o fim existe... esse desassossego que nos compele a existir e nos atrai para a reflexão... se a infinitude, se aquilo que a nossa consciência e os nossos sentidos abarcam, tem fim.

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