quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Poemas do Viandante (396)

Claude Gellée - Noite (1672)

396. Vem silenciosa sombra divina

Vem silenciosa sombra divina
e senta-te no véu da noite.
Desenha a folhagem das árvores,
o mistério do musgo que cresce 
e abre a terra aos meus olhos.

Quantos segredos terei para contar?
O vento sopra dobrando os ramos
e traz um canto febril,
uma canção de acácias laceradas,
perdidas no charco do teu coração.