segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Da experiência pura

Georgia O'keeffe - Abstracción, rosa blanca n. 2 (1927)

Vê-se muitas vezes a experiência como um princípio de contaminação daquilo que é puro, como fonte de mácula que lança uma sombra sobre a brancura da inocência primordial. Será, no entanto, esta inocência tão pura e imaculada? Será a abstinência daquilo que a vida nos propõe o sinal de uma perfeição? Não será antes a forma como agimos e como nos entregamos às diversas experiências existenciais que decidem da pureza e inocência destas? Não é a abstinência que nos torna puros, mas nós que tornamos, ou não, puras e inocentes as experiências a que nos entregamos.