terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Poemas do Viandante

155. CIFRA

a mão que poisarei
em tua pele
treme
ondula ao fogo
respira na ânsia
dessa solidão

se uma ave canta
se arde lentamente
como um segredo –
tudo estremece
desprende-se
voa para o silêncio

– decifra-te em mim