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| João Queiroz, sem título, 2005 (Gulbenkian) |
Desfiladeiros, ravinas, formações rochosas, a terra árida de um deserto antigo. Depois, como se dilacerasse a parede inflexível da matéria, numa abertura luminosa como uma clareira na floresta, irrompe um azul celestial, cintilante, a transbordar de promessas que logo são transformadas em expectativas. Tudo isto se impregnou na consciência dos homens arcaicos, desceu neles descansando nos estratos elementares do inconsciente, para, lentamente, se elevar transformado em espírito, o guia que permite percorrer a multiplicidade das paisagens e descobrir sempre, em cada uma, o lugar cativo da esperança.

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