terça-feira, 18 de agosto de 2015

Caminhar sobre as águas

Georges Braque - Porto na Normandia (1909)

Se pensarmos os momentos de suspensão na vida espiritual através da metáfora do aportamento, de lançar âncora no porto, então compreendemos que toda viagem do espírito é uma navegação, um abrir horizontes sobre as águas, que, com a sua fluidez, se constituem como uma outra imagem do espírito não muito diferente da do vento. Toda a viagem espiritual é, desse modo, um caminhar sobre as águas.