terça-feira, 3 de agosto de 2010

Poemas do viandante

121. LINGUAGEM

a linguagem
flor obscura
que me atormenta
abre-se tempestuosa
no rumor do meio-dia

como pétalas
caem palavras
constelações de letras
um suspiro de algas
a breve folha da laranjeira

na névoa
agora desfiada
resta o eco de um nome
promessa de areia
na penumbra dos sentidos