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| Alfred Stieglitz, A Wet Day on the Boulevard, 1895 |
Saiu de casa sem dizer palavra. Atravessou o boulevard sob a chuva, mas esta ignorava-o. Seguiu cada vez mais depressa. Não era, porém, medo de ser perseguido, apenas uma urgência que não saberia explicar. A certa altura, vê uma porta aberta. É ali, pensa. Entra. Não descobre palavras para o que o esperava. Sente medo, mas logo uma grande alegria se apodera de todo o seu ser. É um mundo novo e inexplorado posto à sua disposição. Pode agora recomeçar.

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