sábado, 27 de junho de 2026

A memória do ar (48)

Otto Scharf, Wacholder, 1908

O ar envolve as paisagens, molda-as como um secreto artífice e abre-as para o olhar de quem passa. Se um vento se agita, tudo se inclina à sua leveza feita de crepúsculos de silêncio e tempestades de seda e púrpura. O bramir das corças mistura-se com o canto das aves, propagando-se, como um concerto, em ondas de memória a ecoar pela tarde.

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