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domingo, 20 de setembro de 2015

Do belo e do útil

Kazimir Malevich - Macieiras em flor (1904)

Na vida da natureza como na do espírito, o prazer estético vem antes da utilidade. Antes do fruto, desse símbolo recorrente de tudo o que é útil, vêm as flores. É com a queda da beleza que emerge a utilidade. Esta, porém, não deveria ser considerada como a mera negação daquela. Deveria, antes, contê-la, intensificá-la, sendo o fruto não apenas útil como belo. A vida do espírito não é outra coisa senão esse contínua fusão do bom, porque útil ao caminho, e do belo.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

A frágil bondade

Etienne Cabran - Almost fragile

A viagem espiritual não é um exercício em que o prazer, a liberdade ou  mesmo salvação do viandante sejam o motivo e a finalidade do pôr-se a caminho. O que está sempre em jogo é a protecção daquilo que é frágil, a começar, para usar um título feliz de Martha Nussbaum, a fragilidade da bondade. Não há, no mundo dos homens, nada mais frágil do que a bondade. Risível, vilipendiada, desprezada, abandonada, a bondade, aquilo que tem origem no supremo Bem, chama cada homem a protegê-la na sua fragilidade.