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domingo, 20 de setembro de 2015

Do belo e do útil

Kazimir Malevich - Macieiras em flor (1904)

Na vida da natureza como na do espírito, o prazer estético vem antes da utilidade. Antes do fruto, desse símbolo recorrente de tudo o que é útil, vêm as flores. É com a queda da beleza que emerge a utilidade. Esta, porém, não deveria ser considerada como a mera negação daquela. Deveria, antes, contê-la, intensificá-la, sendo o fruto não apenas útil como belo. A vida do espírito não é outra coisa senão esse contínua fusão do bom, porque útil ao caminho, e do belo.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Uma beleza não humana

Francesco Hayez - Bagnante (1832)

A arte não visa conferir ao corpo um enquadramento artístico. A arte limita-se a revelar a dimensão estética do corpo, dimensão presente a priori e que a convenção social, na encruzilhada do preconceito e do desejo, oculta e dissimula. Esta revelação é um passo para libertar o corpo e deixar que ele venha desassossegar os sentidos e os sonhos, como se uma beleza não humana espreitasse dali e nos convocasse para assim nos elevarmos até ela.