terça-feira, 1 de setembro de 2026

A memória do ar (50)

Vicente Vela, Bodegón del aire, 1998
O ar é uma natureza morta, suave como um arquipélago do Sul, ameaçador como a escuridão na floresta, benigno quando se deixa prender em longos haustos nos corpos vivos, que dele extraem a roda da existência e a oblíqua memória do vazio.