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| George Seurat, Evening, Honfleur, 1886 |
O ar
rarefeito é uma memória de outros tempos, quando a navegação à vela levava,
pelos mares desconhecidos, aventureiros em busca de um nome, da forma de um corpo,
do sentido de uma vida. Agora, os oceanos tornaram-se demasiado frágeis para
suportar o peso da atmosfera. Benevolente, o ar rarefaz-se a cada dia, para que
amanhã ainda existam mares, e os grandes veleiros os possam cruzar, tomados pela
melancolia do que passou.

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