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| Istvan hanga, Ombre et appareil (shadow and camera), ca. 1933 |
A sombra está para as imagens como o murmúrio, para os sons. Esta incerta equação dá conta da reserva com que, por vezes, se usa a câmara fotográfica. Não se trata, então, de manifestar, sem pudor, aquilo que a máquina capta, mas torná-la num agente da sobriedade no mundo. Fotografar a sombra é, ao mesmo tempo, mostrar um rasto e desenhar uma promessa. Abrir um caminho ao olhar, mas deixar ao pensamento e à imaginação o passeio a dar, para que de uma sombra construam a cintilação da verdade.
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