domingo, 4 de setembro de 2011

Poemas do Viandante

211. Floresta (XI)

despida disseste
deixa arder
a tua língua
no meu sexo
para que entre em ti
a terra fértil
e obscura
a seiva lenta
a flutuar no fundo
do corpo –
essa lâmpada
acesa
no frio da noite

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