domingo, 22 de junho de 2014

Sem bagagem

Irving Penn - Vogue Luggage, New York (1948)

Não, a viagem do viandante não exige que ele venha carregado. Na verdade, ele chega ao caminho despido de tudo. Sem nada, faz-se à estrada. Quando começa a acumular objectos a transportar, começa a errância e o destino que o espera oculta-se-lhe. O caminho do viandante é a lenta aprendizagem da inutilidade de toda e qualquer bagagem. Tudo o que precisa está dentro de si. O resto ser-lhe-á propiciado. Na fronteira, só uma coisa a declarar: sem bagagem.

2 comentários:

  1. É bom ter, desde que não se perca o ser nem a noção de que por muito que se tenha, tudo pode desaparecer de um momento para o outro.

    Boa semana :)

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    1. Ter como se não tivesse. E em certas circunstâncias não ter em absoluto.

      Boa semana.

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