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| Stanisław Witkiewicz, Spring fog, 1893 |
A
dissimulação da realidade sob um manto de nevoeiro, a suspeita de que alguma
coisa reside naquilo a que os olhos, não sem pena, descortinam como esboços, o
temor de um perigo velado pela cortina da névoa ou a expectativa de algum bem dissimulado
entre a neblina, tudo isso abriu o espírito para a dimensão do mistério, o que existe
fora do homem e o que reside em si, sempre oculto na penumbra do pensamento ou
no crepúsculo da imaginação. Adentrar-se pelo manto húmido da névoa e assim se
abrir ao segredo do mundo, ao enigma de si.





























