Alexandre Calame, Waterval van de Handeck aan de Grimsel, between 1830 and 1848 |
Imerso
em si, o homem olha o revoltear das águas e escuta a música que chega até ele
vinda antes do tempo. No turbilhão, ressoa a operação gigantesca de trazer um
universo à existência e o espírito, aquele que pairava sobre as águas,
entrega-se à rememoração, pois uma linha sem espessura, mas indelével, o
autêntico fio de Ariadne, liga-o ao ânimo daquele que observa em silêncio o
fluir revoltoso das águas. E na contemplação do que é visível, encontra o
contemplador um caminho para o invisível, instruindo-se nesse secreto exercício
da memória.
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