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| Georges Robard, Départ matinal de Régates, 1890 |
Levantava-se
cedo, uma ânsia inexplicável levava-o ali. Não era o desejo de competir num
daqueles barcos, nem o sonho de, um dia, partir num deles para uma viagem. A
brancura das velas fascinava-o. Olhava-as intensamente e pensava em si mesmo,
na sua consciência, na sua alma. Será que em mim haverá aquela brancura? Para a
pergunta não encontrava resposta e isso prendia-o mais aos barcos que desfilavam
perante si. Na hora da morte, quando tudo se cerrava, a última coisa que lhe
aflorou ao espírito foi a vela branca de um pequeno barco.










