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| George Seurat, Evening, Honfleur, 1886 |
HOMO VIATOR
domingo, 2 de agosto de 2026
A memória do ar (49)
sexta-feira, 31 de julho de 2026
Sonhos de Verão 6
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| Carlos de Haes, Playa de Guethary, 1881 (aproximadamente) |
São surdos os que se prostram no templo,
corre-lhes o Estio nas
veias, o avaro coração.
As marés baixas abrem
um deserto na praia.
Se as gaivotas
grasnam, não há quem as oiça.
Caminho pela senda
sombria do crepúsculo,
escuto a voz pregada
na estreita cruz da surdez.
Julho de 2026
quarta-feira, 29 de julho de 2026
A sombra da água (49)
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| Georges Balagny, Coucher de Soleil, 1894 |
segunda-feira, 27 de julho de 2026
Geometrias de fogo (49)
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| William Turner, Sun Rising Through Vapor, Fisherman Cleaning and Selling Fish, 1807 |
sábado, 25 de julho de 2026
O Espírito da Terra (49)
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| Léonard Misonne, Staubiger Weg, 1897 |
quinta-feira, 23 de julho de 2026
Sonhos de Verão 5
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| Paul Cezanne, Bibemus Quarry, 1898-1900 |
Na grávida luz da
graça, uma terra de pomares,
herança contaminada pelo
musgo da abominação.
A lira da noite cai
sobre o fogoso seio do Estio,
as raparigas abrem-se
ao contágio do amor.
Infectado, murmuro no bálsamo
do vento Norte.
Julho cobre-me o
zumbir nascido do desejo.
Julho de 2026
terça-feira, 21 de julho de 2026
Biografias 44. O reformador
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| Autor desconhecido, Carl Schurz, 1889 |
domingo, 19 de julho de 2026
Câmara discreta (36)
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| G. Oury, Au Coin du Feu, 1903 |
sexta-feira, 17 de julho de 2026
Haikai urbano (80)
quarta-feira, 15 de julho de 2026
Sonhos de Verão 4
segunda-feira, 13 de julho de 2026
Arqueologias do espírito 41
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| Karel Masek, La Primavera, 1903 |
sábado, 11 de julho de 2026
Impressões 136. Esboços
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| Gertrude Käsebier, The Sketch, 1903 |
quinta-feira, 9 de julho de 2026
Meditação breve (213) A hora do chá
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| Columbano Bordalo Pinheiro, A Chávena de Chá, 1898 |
terça-feira, 7 de julho de 2026
Sonhos de Verão 3
domingo, 5 de julho de 2026
Micronarrativa (83) Recomeço
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| Alfred Stieglitz, A Wet Day on the Boulevard, 1895 |
sexta-feira, 3 de julho de 2026
quarta-feira, 1 de julho de 2026
Signo sinal 36. Anunciação
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| Henry Ossawa Tanner, Anunciação, 1898 |
segunda-feira, 29 de junho de 2026
Sonhos de Verão 2
sábado, 27 de junho de 2026
A memória do ar (48)
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| Otto Scharf, Wacholder, 1908 |
quinta-feira, 25 de junho de 2026
A sombra da água (48)
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| Ferdinand Hodler, El lago Léman y el macizo del Mont-Blanc, 1918 |
terça-feira, 23 de junho de 2026
Geometrias de fogo (48)
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| Oswald Achenbach, Fuegos Artificiales en Nápoles, 1875 |
domingo, 21 de junho de 2026
Sonhos de Verão 1
sexta-feira, 19 de junho de 2026
O Espírito da Terra (48)
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| A. Barbichon, Givre et Brouillard, 1896 |
quarta-feira, 17 de junho de 2026
Biografias 43. O profeta
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| Clarence Moore, Le Récit d'un Ancien, 1894 |
segunda-feira, 15 de junho de 2026
Ecos da Primavera 12
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| Paul Gauguin, La recogida del heno, 1888 |
Abominais o que faz correr o sangue
e de casa excluís quem vive no ardil,
quem à mentira ergue um altar.
Fecho os olhos e penso na imperfeição:
nasceu em mim, inventei-a pela manhã.
O mundo rasga-se no ruído das ruas.
A Primavera abre-se à morte,
sem força para cerzir o que a vida feriu.
Junho de 2026
sábado, 13 de junho de 2026
Câmara discreta (35)
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| Francesca Woodman, Untitled, 1976 |
quarta-feira, 10 de junho de 2026
Ecos da Primavera 11
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| Ludwig David, Canal Bei Delft, 1902 |
Onde repousa a taça com o vinho da memória
está a herança sem fim dos dias alegres,
as noites esculpidas na pedra da eternidade.
Observo o jardim no solfejo da Primavera,
colho as últimas rosas da melancolia.
O universo expande-se para fora de si,
deixando um rasto de estrelas,
para cobrir os céus com a cintilação da luz.
Junho de 2026
segunda-feira, 8 de junho de 2026
Arqueologias do espírito 40
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| H. R. Taylor, Easton’s Beach, 1891 |
domingo, 7 de junho de 2026
Ecos da Primavera 10
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| Howard Hodgkin, Mr. and Mrs. Patrick Caulfield, 1969 – 1970 (Gulbenkian) |
Deixar os sacrifícios nas trevas do sangue.
Um jardim no húmus do conhecimento,
a flor-de-lis sob a luz da misericórdia.
No fogo da memória, crepitam os meus olhos.
Ávidos de água, toldados de terra.
As ruas despiram-se de transeuntes.
São um excesso no sobejo do universo,
a métrica lexical na gramática da errância.
Junho
de 2026
sábado, 6 de junho de 2026
Impressões 135. Na floresta
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| Moritz Nähr, Waldinneres, 1891 |





















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