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| João Queiroz, sem título, 1999 |
Um caos sem fronteiras é o mundo,
mas nele arde a púrpura da redenção,
o sangue de ouro do cosmos a vir.
Perscruto a seiva na luz das tílias,
o vento crestado dentro da minha voz.
A cidade cai na armadilha do domingo.
Dedilha as horas no azul do céu,
no êmbolo dos carros presos no alcatrão.
Maio de 2026









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