Richard Stacks, A Drink in the Rain, 1955 |
Reparei
nela no momento em que, sob chuva forte, parou defronte da pequena coluna de
pedra, dela fez brotar a água e, como criança afogueada, a bebeu. Senti uma
incongruência inexplicável e segui-a. Inventava caminhos que desembocavam
noutros, que, dados alguns passos, afluíam ainda noutros. A certa altura,
percebi que entrara num labirinto e que apenas podia confiar em que ela
conhecesse a saída. Chegada a uma pequena praça muralhada, parou. Aproximei-me.
Perguntou-me: não me conheces? Não, respondi. Uma vez dei-te um fio de lã em
troca do teu amor. Salvaste-te do terrível labirinto e abandonaste-me. Agora
devolvo-te a promessa de amor e levo comigo o fio. Como saí dali e posso rememorar
a aventura, não o sei.
Então era a Ariadne...
ResponderEliminarHavia algumas colunas de pedra (mármore?) idênticas a esta no Parque Silva Porto (Mata de Benfica), que eu tinha de atravessar para ir à catequese.
Bebi muita água nessas fontes ou chafarizes; se a água era lustral é que não sei dizer ;-)
A fotografia é belíssima.
Bom Ano Novo para si e família, HV.
🥳
Maria
À Mata de Benfica, não terei ido mais do que umas duas ou três vezes e já não tenho memória dela.
EliminarA fotografia ganhou um prémio, mas não sei dizer qual, teria de a procurar.
Um bom Ano Novo, para a Maria e os seus
HV