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| José Dominguez Alvarez, sem título, nd (Gulbenkian) |
A sombra sépia do dia
desaba fruste
nas ruas.
O sol progride,
as nuvens
abrem secretas
clareiras.
Tranquilo,
desço no sopro
do vento,
danço na rua.
Espero a luz
da verdade
no ritmo
ardente da graça.
Um jugo férreo
captura
no húmus rude
da queda
a sombra frágil
das nuvens.
O vento curva
os ramos,
a voz que
canta, o corpo,
se dança preso
na graça.
Outubro de
2026

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