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| Paul Cezanne, Bibemus Quarry, 1898-1900 |
Na grávida luz da
graça, uma terra de pomares,
herança contaminada pelo
musgo da abominação.
A lira da noite cai
sobre o fogoso seio do Estio,
as raparigas abrem-se
ao contágio do amor.
Infectado, murmuro no bálsamo
do vento Norte.
Julho cobre-me o
zumbir nascido do desejo.
Abril de 2026











