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| Robert Demachy, Automne, 1899 |
As folhas
juncam o chão,
em queda célere
e triste.
Os dias são
sombras puras,
vestígios
vivos do vácuo.
O nada cresce
envolto
na capa negra
da noite.
A luz soçobra
em silêncio,
manhãs tragadas
nas ruas.
Vazio, o mundo
oculta-se
na capa ténue
do tempo,
no mal de cada
partida.
O palco
fecha-se agora.
Figuras negras
ardem
enquanto o sol
se põe.
Outubro de
2026

