![]() |
| Clarence Moore, Le Récit d'un Ancien, 1894 |
O ancião olha o futuro com ar ríspido, pleno de admoestações e um desejo de recriminar quem tiver a ousadia de habitar esse tempo. No entanto, tudo o que vê é o seu passado, as dores que esqueceu, os obstáculos que não ultrapassou, as derrotas que a vida semeou e que ele não aceitou. De dedo em riste, ele profetiza, e como todo o verdadeiro profeta está cego. A luz do passado ofusca-o e prende-o dentro de uma prisão de onde nunca sairá para chegar a esse futuro que abomina.

Sem comentários:
Enviar um comentário
Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.