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| Edward Steichen, Portrait, 1905 |
As sombras confluem sobre o rosto, desenham uma silhueta onde a vida e a morte se escondem. Presa nessa máscara tecida pela retirada da luz, a mulher deixa os mais secretos pensamento chegar aos olhos, pois não haverá quem consiga lê-los e descobrir o texto que ali se escreve. Nem a dor nem a alegria, nem o desejo nem o cansaço fendem a muralha anunciadora da noite. Tudo é ocultação, um secreto exercício, a marca de um ser que esboça a representação do seu apagamento.

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