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| Anónimo Bizantino, Pentecostes, 1537 |
Foi uma longa caminhada dos homens até chegarem a Pentecostes e encontrarem no vento impetuoso e nas línguas de fogo a manifestação do espírito. Ao longo de milénios, espantadas pela voz do vento e fascinados pela ondulação do fogo, as suas mentes, no segredo do não dito, foram construindo um porto sem nome. Chegada a hora, o vento que varre e o fogo que queima abriram uma clareira. Nela, aquilo que era particular, pelo dom das línguas, tornou-se universal, e o que era ignorância, sabedoria. O vento varreu o particular e descobriu o comum. O fogo queimou a ignorância e desvelou o sentido. O espírito encontrara o porto que o esperava.

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