segunda-feira, 30 de março de 2026

A memória do ar (47)

Alfred Eisenstaedt, View of Midtown Manhattan. Circa 1939

A gramática aérea é a mais inquietante das gramáticas. A sua sintaxe é imprevisível, pois todas as combinações são possíveis. Não tem sequer modelos que permitam perceber a regra e o desvio. Da morfologia, existem desconsoladoras alusões, pois ninguém sabe como se formam as suas palavras, nem que classes as ordenam. Sopros, murmúrios, rumores, sonoridades esquivas formam uma fonética sem rumo previsível nem origem conhecida.

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