sábado, 21 de fevereiro de 2026

A memória do ar (46)

Edward Steichen, Balzac, the Open Sky - 11 P.M. 1908
A luz da Lua iluminou o milagre da ascensão do escritor aos céus. O ar envolveu a estátua e, rendido à memória da escrita, sugou-o lentamente, libertando-o das leis da necessidade e do peso iníquo da gravidade. Os deuses receberam o homem no Olimpo, e Eolo, como gratidão, soprou suavemente sobre a Terra, para que as palavras do novo deus não se dispersassem nas areias do deserto.

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