domingo, 18 de janeiro de 2026

Geometrias de fogo (45)

Maxfield Parrish, Atlas Landscape, 1907

Um fogo devora silenciosamente o céu e a terra, abre-os à combustão, lançando labaredas inquietas, inebriadas pela púrpura dos deuses, banhadas no ocre das horas e no carmesim do cansaço. Então, sob a música do vento, a paisagem dança ao ritmo do Verão e, arrebatada, entrega-se ao cansaço do mistério solar.

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