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| A, van Dijk, Een Rustig Uurtje, 1906 |
Suspendia a vida para partir para outra vida. Todas as noites, entrava naquele mundo cuja porta só se abre quando se abre um livro. As leis da natureza são postas entre parêntesis, as regras sociais tornam-se irrelevantes, mesmo os traços de carácter perdem valor. Pois, naquele mundo escrito, a realidade muda e quem nele entra transforma-se, para ali poder viver e encontrar um sentido para a existência que leva fora desse universo feito de papel, tinta e sentidos imaginados.

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