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| Columbano Bordalo Pinheiro, A Chávena de Chá, 1898 |
A hora do chá não é um momento inscrito na linha temporal do dia, tão pouco um instante de descanso das corveias quotidianas. Sentar-se, servir o chá e bebê-lo constituem um exercício de suspensão do tempo, uma tentativa de enfrentar o império despótico de Cronos. Uma expressão do desejo de eternidade.

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