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| Henry Ossawa Tanner, Anunciação, 1898 |
Pensa-se que aquele a quem é feita uma anunciação é um sujeito passivo perante a voz que declina o anunciado. Ora, toda a anunciação é, ao mesmo tempo, o signo de uma convocação, de um chamamento à agência de quem foi tocado pela palavra. Anunciar é fazer um apelo à autonomia de quem, em silêncio, escuta.

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